Uma nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24/8) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto entre eleitores de Alagoas no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de 15 pontos percentuais está fora da margem de erro do levantamento, que é de três pontos para mais ou para menos.
Atrás dos dois nomes mais bem posicionados, o cofundador do MBL Renan Santos (Missão) aparece com 2% das intenções de voto no estado. Já os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1% cada um. Outros nomes testados pelo instituto — como Romeu Zema (Novo), Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) — não pontuaram entre os entrevistados alagoanos.
Nesse cenário, os votos brancos, nulos e as declarações de abstenção somam 10%, enquanto 11% dos entrevistados afirmam ainda estar indecisos quanto ao voto.
O cenário com Pablo Marçal
A pesquisa também testou um segundo cenário, incluindo o nome do empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB) na lista de candidatos. Marçal chegou a registrar candidatura à Presidência, mas está inelegível até 2032 após ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em três processos distintos.
Mesmo com a inclusão do nome de Marçal, o cenário eleitoral em Alagoas muda pouco: Lula sobe ligeiramente para 45% e Flávio Bolsonaro registra 30%. Renan Santos mantém os 2%, enquanto Marçal e Augusto Cury aparecem empatados com 1% cada. Os demais nomes testados não pontuam nesse cenário. A proporção de votos brancos, nulos ou abstenção permanece em 10%, e o total de indecisos segue em 11%.
Avaliação e aprovação do governo Lula
Além da corrida presidencial, a Quaest também mediu a avaliação do eleitorado alagoano sobre a gestão federal. Entre os que aprovam o governo Lula, o índice chega a 52%, contra 40% que desaprovam a atual administração. Os que não souberam ou não quiseram responder somam 8%.
Já na avaliação mais qualitativa do governo — que mede se a gestão é vista como positiva, regular ou negativa —, 43% dos entrevistados classificam a administração de forma positiva, enquanto 32% fazem uma avaliação negativa. Outra fatia relevante, de 22%, considera o governo Lula regular. Os que não souberam ou não responderam somam 3%.
Os números indicam que, apesar da vantagem expressiva na corrida presidencial em Alagoas, a avaliação do governo Lula no estado não é unânime, com quase um terço do eleitorado local fazendo uma leitura negativa da gestão federal — um dado que costuma ser observado com atenção por analistas políticos, já que aprovação de governo e intenção de voto presidencial nem sempre caminham juntas.
Por que Alagoas importa no radar eleitoral
Pesquisas estaduais como essa ganham relevância porque ajudam a compor o panorama regional da disputa presidencial, permitindo comparação entre o desempenho dos candidatos em diferentes unidades da federação. Nordeste é historicamente uma região de força eleitoral do PT, e o resultado em Alagoas se soma a outros levantamentos estaduais que vêm sendo divulgados ao longo do ciclo eleitoral de 2026, formando um quadro mais amplo da corrida rumo ao Palácio do Planalto.
O instituto Quaest também tem monitorado, paralelamente, a disputa estadual em Alagoas: pesquisas recentes já indicaram cenário de empate técnico entre Renan Filho e JHC na corrida ao governo estadual, além de dados sobre a disputa ao Senado no estado, evidenciando um ciclo eleitoral movimentado na unidade da federação.
Ficha técnica do levantamento
A pesquisa Quaest ouviu 804 eleitores em Alagoas entre os dias 20 e 23 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela TV Asa Branca Alagoas e está registrada no TSE sob os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026.
O que observar daqui para frente
Com a campanha eleitoral de 2026 avançando, novos levantamentos estaduais e nacionais devem continuar sendo divulgados nas próximas semanas, permitindo acompanhar se a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro em Alagoas se mantém estável, cresce ou se estreita à medida que a disputa avança rumo ao primeiro turno. A evolução da aprovação do governo federal no estado também tende a ser um indicador observado de perto, dado o peso que esse tipo de avaliação costuma ter no comportamento do eleitorado ao longo da campanha.
As informações têm como base apuração publicada pelo portal CNN Brasil.
