O Guns N’ Roses no Brasil é, sem dúvida, o evento mais aguardado do calendário do rock em 2026. A banda liderada pelo trio icônico Axl Rose, Slash e Duff McKagan inicia nesta quarta-feira (1º), em Porto Alegre, uma maratona de nove apresentações que promete revisitar as décadas de glória do grupo. Com uma estrutura de produção gigantesca e a promessa de shows que ultrapassam as três horas de duração, o grande mistério que move os fãs é a seleção de faixas que comporão as noites brasileiras.
O que aconteceu: O início da jornada brasileira
Após uma passagem marcante pela Cidade do México em 28 de março, o grupo aterrissa em solo gaúcho para abrir a perna brasileira da turnê mundial. O setlist apresentado em território mexicano é o principal termômetro para o que o público verá por aqui. Naquela ocasião, a banda manteve sua tradição de abrir com a explosiva “Welcome to the Jungle” e encerrar sob uma chuva de confetes ao som de “Paradise City”.
A formação que sobe ao palco permanece sólida: Axl (vocal), Slash (guitarra solo), Duff (baixo), Richard Fortus (guitarra base), Dizzy Reed (teclados) e Isaac Carpenter (bateria). Essa coesão reflete-se em um show tecnicamente impecável, onde o entrosamento entre os membros originais e os músicos de apoio permite variações que vão do hard rock agressivo às baladas de piano que definiram gerações.
Contexto e histórico: A relação de amor com o público brasileiro
A relação do Guns N’ Roses com o Brasil é profunda e histórica, remontando ao antológico Rock in Rio de 1991. Desde então, o país tornou-se parada obrigatória. No entanto, a turnê de 2026 traz um elemento de frescor: a banda parece mais disposta a vasculhar o próprio baú de raridades e incluir covers que influenciaram sua formação musical.
Evento recente: O termômetro mexicano e as novidades
O que mudou agora em relação às turnês passadas é a inclusão de material que nunca havia sido executado ao vivo. No México, os fãs foram pegos de surpresa com as estreias de “Nothin'” e “Atlas”. Essas faixas, que circulam em fóruns de fãs há anos como demos ou sobras de estúdio, finalmente ganharam vida nos palcos, sinalizando que Axl Rose está em paz com o catálogo menos explorado da banda.
Análise e implicações: O equilíbrio entre hits e o lado B
Ao analisar os dados dos shows mais recentes, percebe-se uma estratégia clara de montagem de repertório. O Guns N’ Roses não é mais uma banda que vive apenas de nostalgia estática; eles estão moldando o show para ser uma experiência dinâmica.
Impacto direto: A predominância dos clássicos
O álbum “Appetite for Destruction” (1987) continua sendo a espinha dorsal. Com seis faixas garantidas, incluindo “Sweet Child o’ Mine” e “Nightrain”, a banda assegura que o público casual saia satisfeito. Logo atrás, os volumes de “Use Your Illusion” somam oito canções, trazendo a carga dramática de “November Rain” e “Civil War”.
Reação de envolvidos: O que ficou de fora?
Uma análise profunda revela ausências que podem frustrar alguns setores da “Fiel Guns”. A canção “You Could Be Mine”, um dos maiores sucessos comerciais da banda, não apareceu no México. Outra falta notada foi o cover de “Sympathy For The Devil”. A exclusão dessas faixas sugere que o grupo está priorizando a fluidez do show em detrimento de obrigações comerciais antigas.
Consequências práticas para os fãs brasileiros
Para quem vai aos shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e outras praças, a dica é estar preparado para um setlist mutante. Enquanto a abertura e o fechamento são quase sagrados, o “miolo” do show — entre a 10ª e a 20ª música — é onde as surpresas acontecem, com solos de Slash e covers de bandas como Velvet Revolver (“Slither”) e Black Sabbath (“Sabbath Bloody Sabbath”).
Bastidores: A logística das nove capitais
Operar nove shows em um país de dimensões continentais como o Brasil exige uma engenharia de guerra. Fontes de bastidores indicam que a banda optou por um cronograma que permite pequenos períodos de descanso entre as cidades, visando preservar a voz de Axl Rose, que tem sido elogiada pela crítica internacional nesta fase da turnê. A escolha de Porto Alegre como ponto de partida é estratégica, permitindo que a equipe técnica ajuste o som em um ambiente de arena antes de enfrentar os grandes estádios do Sudeste.
Impacto geral: O rock de arenas ainda respira
O sucesso de vendas desta turnê reforça que o Guns N’ Roses permanece como uma das poucas instituições capazes de mobilizar massas de diferentes idades. O impacto econômico nas cidades sedes é estimado em milhões de reais, envolvendo desde a rede hoteleira até o setor de serviços e transporte.
O que pode acontecer: Projeções para as próximas datas
É altamente provável que o setlist brasileiro sofra ajustes. O grupo tem o hábito de “presentear” cidades específicas com músicas que não foram tocadas na data anterior.
- Cenário A: Manutenção do setlist do México, focando na perfeição técnica das novas músicas (“Atlas” e “Nothin'”).
- Cenário B: Reintrodução de hits como “Don’t Cry” (versão alternativa) ou “Estranged” em cidades com público maior, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Provável Setlist no Brasil (Baseado na turnê 2026)
- Welcome to the Jungle
- Mr. Brownstone
- Bad Obsession
- Live and Let Die (Wings cover)
- Slither (Velvet Revolver cover)
- Chinese Democracy
- Pretty Tied Up
- It’s So Easy
- Yesterdays
- Double Talkin’ Jive
- Sabbath Bloody Sabbath (Black Sabbath cover)
- Nothin’ (Raridade/Estreia)
- Dead Horse
- Perhaps
- Civil War
- Atlas (Raridade/Estreia)
- Knockin’ on Heaven’s Door (Bob Dylan cover)
- Solo de Guitarra (Slash)
- Sweet Child o’ Mine
- November Rain
- Patience
- Don’t Cry
- Nightrain
- Paradise City
CONCLUSÃO
O Guns N’ Roses no Brasil em 2026 não é apenas uma turnê de despedida ou um caça-níquel de nostalgia. É a celebração de uma banda que, contra todas as probabilidades, mantém sua relevância ao equilibrar o peso de seu passado glorioso com a coragem de testar novas sonoridades e resgatar pérolas esquecidas. Para o fã, o conselho é um só: chegue cedo, prepare a garganta e aproveite o que pode ser a última grande turnê mundial da última grande banda perigosa do rock.
As informações têm como base apuração publicada pelo portal: CNN Brasil.
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